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Ministério da Saúde gasta R$ 2,7 bilhões com medicamentos judicializados e teme explosão de custos

por Saude em Noticia
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O Ministério da Saúde desembolsou R$ 2,73 bilhões em 2024 para cumprir decisões judiciais que obrigaram o fornecimento de medicamentos de alto custo um aumento de 50% em relação a 2022. Apenas cinco remédios concentraram quase metade dos gastos.

Entre eles estão o Elevidys, para distrofia muscular de Duchenne, com risco de chegar a R$ 3 bilhões se todos os pedidos forem atendidos, e o Vosoritida, para acondroplasia, que somou R$ 875 milhões em três anos.

O governo teme uma escalada de custos com a chegada de novas terapias e busca alternativas como negociação com a indústria, produção nacional e acordos de compartilhamento de risco, a exemplo do Zolgensma, usado contra a Atrofia Muscular Espinhal.

Segundo o secretário-executivo Adriano Massuda, a judicialização é um direito dos pacientes, mas pode comprometer o orçamento público quando usada para tratamentos ainda sem comprovação de eficácia.

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