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Como a alimentação durante a gravidez impacta na saúde da mãe e do bebê

por Saude em Noticia
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A alimentação durante a gestação desempenha um papel fundamental na saúde da mãe e no desenvolvimento do bebê. Uma dieta equilibrada não apenas contribui para o bem-estar da gestante, como também ajuda a prevenir doenças e garantir condições adequadas para o crescimento fetal. No entanto, dados preocupam: segundo pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), 32,1% da dieta de gestantes brasileiras é composta por alimentos ultraprocessados.

De acordo com a obstetra Tamara Cuetara, do AmorSaúde, o consumo frequente desse tipo de alimento pode trazer riscos significativos. “Durante a gravidez, ingerir ultraprocessados como macarrão instantâneo, salgadinhos, biscoitos recheados, embutidos e refeições prontas aumenta o risco de diabetes na mãe, prejudica o desenvolvimento do bebê e pode resultar em baixo peso ao nascer ou deficiência de nutrientes importantes, como ferro e ácido fólico”, explica.

A recomendação geral, segundo a especialista, é priorizar uma alimentação natural e balanceada. “Não existe uma regra única para todas as gestantes, mas o ideal é investir em uma dieta rica em proteínas, frutas, legumes e com baixo consumo de frituras e alimentos industrializados”, orienta.

Alimentação equilibrada favorece desenvolvimento saudável

Durante a gravidez, a dieta pode manter a base alimentar habitual da mulher, desde que haja maior atenção à qualidade dos alimentos. A preferência deve ser por ingredientes frescos e pouco processados.

A combinação tradicional de arroz com feijão, por exemplo, é altamente recomendada. “O consumo diário desses alimentos garante uma boa oferta de proteínas e ferro, ajudando a prevenir anemia durante a gestação”, destaca Tamara.

Outro ponto de atenção é a ingestão de sal. O consumo excessivo pode favorecer o desenvolvimento de pré-eclâmpsia, condição caracterizada pelo aumento da pressão arterial na gravidez. “O ideal é reduzir o uso de óleo, gordura e sal, utilizando-os com moderação no preparo das refeições”, afirma.

Além da escolha dos alimentos, o modo de se alimentar também é importante. A orientação é que as gestantes façam refeições em horários regulares, com calma, evitando distrações como televisão e celular, e, sempre que possível, na companhia de familiares ou amigos, tornando o momento mais agradável.

Frequência alimentar e hidratação

A especialista também destaca a importância de manter uma rotina alimentar equilibrada ao longo do dia:

  • Arroz e feijão devem ser consumidos diariamente, acompanhados de uma fonte de proteína, para evitar anemia e baixo peso do recém-nascido;
  • Legumes e verduras são indicados no almoço e jantar, contribuindo para o desenvolvimento do bebê;
  • Frutas devem ser ingeridas ao menos três vezes ao dia, fortalecendo o sistema imunológico;
  • A ingestão de água deve ser de pelo menos dois litros por dia, auxiliando no funcionamento adequado do organismo e na eliminação de toxinas.

Alimentos que devem ser evitados

Durante a gestação, alguns cuidados específicos são indispensáveis. O consumo de doces e bebidas açucaradas deve ser reduzido, já que os níveis de glicose no sangue tendem a aumentar naturalmente nesse período. “O excesso de açúcar pode elevar o risco de diabetes gestacional”, alerta a médica.

Essa condição pode trazer complicações tanto para a mãe quanto para o bebê, incluindo maior probabilidade de parto cesáreo e risco de o recém-nascido apresentar peso elevado ou desenvolver diabetes no futuro.

A higiene no preparo dos alimentos também é essencial. Carnes mal passadas, alimentos crus — como peixes e ovos — e vegetais mal higienizados podem provocar infecções como toxoplasmose, listeriose e salmonelose. “Essas doenças podem causar complicações graves, incluindo aborto espontâneo e até a morte do bebê”, ressalta Tamara.

Diante disso, especialistas reforçam que uma alimentação equilibrada e segura é um dos pilares para uma gestação saudável, com impactos diretos na qualidade de vida da mãe e no desenvolvimento do bebê.

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