Casos aumentam em várias regiões do país, com maior risco para pessoas em áreas com saneamento precário, jovens adultos e viajantes
O Brasil enfrenta um crescimento expressivo nos casos de hepatite A, doença viral que afeta o fígado e é transmitida principalmente por água e alimentos contaminados. Dados recentes de secretarias estaduais de saúde e boletins epidemiológicos apontam que surtos têm sido registrados em capitais e cidades de médio porte, chamando a atenção das autoridades sanitárias.
Segundo especialistas, o aumento está relacionado tanto às condições de saneamento básico quanto à queda na adesão à vacina contra a hepatite A nos últimos anos. “A imunização é segura e eficaz, mas houve uma redução importante da cobertura vacinal após a pandemia. Isso abre espaço para o retorno de doenças que já estavam controladas”, explica a infectologista Dra. Ana Paula Rodrigues, pesquisadora da Fiocruz.
Quem está mais vulnerável?
Embora qualquer pessoa possa contrair a hepatite A, há grupos em maior risco:
• Pessoas que vivem em locais sem acesso a água tratada e esgoto adequado
• Crianças que não completaram o calendário vacinal
• Jovens adultos entre 20 e 39 anos, faixa etária que concentra grande parte dos novos casos
• Turistas e viajantes que frequentam regiões com surtos ativos
Além disso, práticas sexuais desprotegidas também podem aumentar o risco de transmissão.
Sintomas e cuidados
Os sintomas mais comuns são fadiga, febre baixa, dor abdominal, enjoo, vômitos, pele e olhos amarelados (icterícia) e urina escura. Apesar de raramente evoluir para casos graves, a hepatite A pode causar complicações em pessoas com outras doenças hepáticas.
A prevenção segue sendo a principal forma de controle: vacinar crianças e adultos não imunizados, manter boa higiene das mãos e garantir o consumo de água potável.
Resposta das autoridades
O Ministério da Saúde reforçou, em nota, que está monitorando a situação em todo o país e orientou os municípios a intensificarem campanhas de vacinação e de conscientização sobre higiene. Estados como São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro já anunciaram mutirões de imunização e reforço na testagem.
“A hepatite A é prevenível. Precisamos que a população se vacine e adote medidas básicas de higiene para evitar que os casos continuem crescendo”, destacou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel.

























