Um projeto coordenado pelo Ministério da Saúde para reforçar a segurança do paciente em unidades de terapia intensiva (UTIs) registrou redução média de 26% nas infecções em hospitais públicos participantes e estimou economia de R$ 151 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados são de um ciclo recente do programa “Saúde em Nossas Mãos”, realizado em parceria com hospitais filantrópicos vinculados ao Proadi-SUS, que atuam no apoio técnico e na disseminação de protocolos assistenciais.
A iniciativa envolveu 285 hospitais e acompanha 3.542 leitos, com foco nas infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) mais frequentes em terapia intensiva, como as associadas ao uso de cateter venoso central, à ventilação mecânica e ao cateter vesical. Segundo a descrição do projeto, o resultado foi alcançado principalmente por padronização de rotinas, treinamento das equipes e revisão rigorosa de processos — medidas de baixo custo que buscam elevar a adesão a boas práticas recomendadas para prevenção de IRAS.
Entre as ações apontadas estão a elevação adequada da cabeceira do leito em casos específicos e a retirada precoce de dispositivos invasivos, sempre que clinicamente possível. O programa está estruturado em ciclos e prevê ampliar os ganhos até o fim do período, com meta divulgada de chegar a 50% de redução até dezembro de 2026.

























