Em média, um paciente do SUS desloca 145 km para ser atendido. Para ampliar acesso, Ministério da Saúde também dará incentivo para serviços incluírem até 60 novos pacientes
O Ministério da Saúde lançou um novo auxílio destinado a reduzir as barreiras geográficas enfrentadas por pacientes que dependem de sessões de radioterapia. Atualmente, o paciente médio do Sistema Único de Saúde (SUS) precisa se deslocar cerca de 145 km para ter acesso ao tratamento, segundo dados da própria pasta. A partir de agora, será concedido um benefício financeiro que cobre transporte, alimentação e hospedagem para esses pacientes e seus acompanhantes. Cada paciente terá direito a R$ 150 por trajeto e R$ 150 para refeições e hospedagem, conforme comunicado oficial.
Essa medida integra o programa Agora Tem Especialistas, que visa ampliar a rede de prevenção, diagnóstico e tratamento oncológico em todo o país. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o intuito é consolidar uma rede pública e privada integrada para garantir atendimento integral aos pacientes oncológicos
Além do auxílio logístico aos pacientes, o plano inclui mudanças no financiamento dos serviços de radioterapia. Os estabelecimentos que atendem pelo SUS passam a receber recursos conforme o volume de atendimentos realizados, por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC). A medida busca estimular a produtividade das unidades: aquelas que tratarem entre 40 e 50 novos pacientes por acelerador linear receberão até 10% a mais por procedimento; entre 50 e 60, até 20% a mais; e acima de 60, até 30% a mais. O investimento anual para expandir os serviços de radioterapia será incrementado em R$ 156 milhões, elevando o total para R$ 907 milhões por ano.
Para populações que vivem em regiões afastadas ou rurais, onde a rede de saúde muitas vezes exige longos deslocamentos, essa ação representará alívio financeiro e logístico, ajudando a reduzir o abandono e atraso no tratamento oncológico. Ao mesmo tempo, reforça o compromisso do SUS com a equidade territorial, buscando garantir que o diagnóstico e tratamento do câncer não dependam da proximidade geográfica.

























