O governo dos Estados Unidos anunciou a revogação dos vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales, ex-secretário de Atenção à Saúde, e de Alberto Kleiman, ex-funcionário da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), além de seus familiares. A decisão está relacionada à atuação dos dois no programa Mais Médicos, criado em 2013 para levar profissionais estrangeiros a regiões carentes do Brasil.
Segundo o Departamento de Estado, os ex-dirigentes teriam colaborado com o governo cubano em um “esquema de trabalho coercitivo”, no qual médicos enviados ao Brasil eram submetidos a condições abusivas. O secretário de Estado, Marco Rubio, classificou o programa como uma “fraude diplomática”.
Autoridades brasileiras reagiram. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu que o Mais Médicos foi responsável por levar atendimento a milhões de brasileiros e “resistirá a ataques injustificados”. Associações de profissionais também destacaram o impacto do programa, que chegou a contar com cerca de 18 mil médicos em mais de 4 mil municípios, beneficiando aproximadamente 63 milhões de pessoas.
A medida amplia a tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, que já vinham trocando sanções comerciais e políticas desde o início de 2025.

























