Planos de saúde passam a oferecer implante contraceptivo de longa duração

A partir desta segunda-feira (1º), os planos de saúde são obrigados a incluir em sua cobertura o implante subdérmico contraceptivo de etonogestrel, conhecido como Implanon. A decisão foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e vale para mulheres entre 18 e 49 anos, como forma de prevenção à gravidez não planejada.

No Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde já anunciou a oferta do Implanon. O método é considerado mais vantajoso que outros disponíveis, por sua eficácia e longa duração: atua por até três anos sem necessidade de manutenção. O governo prevê a distribuição de 1,8 milhão de dispositivos até 2026, sendo 500 mil ainda em 2025, com investimento estimado em R$ 245 milhões. Atualmente, o produto custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil na rede privada.

Além de prevenir gestações indesejadas, a ampliação do acesso a métodos contraceptivos deve contribuir para a redução da mortalidade materna, em especial entre mulheres negras. O Ministério da Saúde assumiu a meta de reduzir em 25% a mortalidade materna geral e em 50% a mortalidade materna de mulheres negras até 2027, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.