Os casos recentes de sarampo registrados no estado de São Paulo voltaram a acender o alerta das autoridades de saúde para a importância da vacinação. A confirmação de dois casos importados da doença — um em um paciente vindo da Guatemala e outro em um viajante procedente da Bolívia, país que enfrenta um surto da doença — reforça a necessidade de manter o esquema vacinal em dia.
Embora o Brasil tenha recuperado, em novembro do ano passado, o certificado de país livre do sarampo, a circulação do vírus em outros países mantém o risco de novos casos importados, especialmente em períodos de maior movimentação internacional.
De acordo com o infectologista do Hospital HSANP, Dr. Ricardo Cantarim Inacio, a vacinação continua sendo a principal estratégia para impedir a disseminação da doença, considerada uma das mais contagiosas do mundo.
“A imunização é indispensável para evitar a disseminação do sarampo. Em situações específicas, a criança pode receber a chamada dose zero a partir dos seis meses de vida, seguida posteriormente pelas vacinas tríplice viral e tetraviral, conforme o calendário vacinal”, explica.
O especialista orienta que pessoas que não sabem se foram vacinadas, possuem esquema incompleto ou vivem em regiões com registro de surtos procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um médico para avaliação e atualização da caderneta de vacinação.
O alerta ganha ainda mais relevância neste ano em razão da Copa do Mundo da FIFA, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, países onde ainda há circulação do vírus. O aumento do fluxo de viajantes pode favorecer a disseminação da doença entre pessoas não imunizadas. Quem pretende viajar para esses destinos deve buscar orientação médica antes do embarque.
“Como não existe tratamento específico para o sarampo, a prevenção por meio da vacinação é fundamental. Manter a caderneta atualizada é a principal medida para evitar complicações e reduzir o risco de transmissão”, ressalta o infectologista.
O médico também lembra que gestantes não devem receber a vacina contra o sarampo. Mulheres em idade fértil que forem vacinadas devem evitar engravidar por 30 dias após a aplicação. Pessoas com doenças ou condições que possam contraindicar a imunização devem consultar um profissional de saúde antes de receber a dose.
Sintomas
Os primeiros sintomas do sarampo incluem febre alta, irritação nos olhos, coriza, tosse, perda de apetite e mal-estar intenso. Dias depois, surgem as manchas vermelhas características da doença. A manutenção da febre após o aparecimento das lesões pode indicar agravamento do quadro e exige atendimento médico imediato.
Sobre o HSANP
Localizado no bairro de Santana, na Zona Norte de São Paulo, o Hospital HSANP é referência em atendimento de alta complexidade e realiza cerca de 12 mil atendimentos mensais. A instituição é reconhecida pela assistência humanizada e pela segurança oferecida aos pacientes.























