Foi aprovado o direito de que pacientes internados tenham visitas de seus animais de estimação — desde que cumpram determinados requisitos — o que representa um importante avanço para a humanização dos cuidados em saúde. A proposta, que já tramita em diversos âmbitos, estabelece que hospitais públicos e privados possam autorizar a entrada de cães, gatos, hamsters, coelhos, tartarugas e outras espécies que convivem com humanos, desde que em boas condições sanitárias e de comportamento.
Para que a visitação ocorra, o animal deverá apresentar comprovante de vacinação em dia, atestado veterinário de sanidade, e o próprio hospital ou médico responsável deverá avaliar se o ambiente e o estado clínico do paciente permitem a visita.
Algumas alas hospitalares, como UTIs, quimioterapia, isolamento ou áreas de preparo de medicamentos, poderão continuar vedadas à presença dos animais, justamente por razões de biossegurança.
Essa mudança reflete o reconhecimento de que o contato afetivo entre tutor e animal de estimação pode trazer benefícios emocionais e psicológicos para pessoas internadas — oferecendo conforto, acolhimento e um estímulo positivo durante o processo de recuperação. Ao mesmo tempo, abre o desafio para que os hospitais criem protocolos claros, garantam higienização, agendamento, triagem de animais e adaptem seus fluxos para que essa visitação seja segura para todos os envolvidos.
Com a nova norma em vigor, cabe agora aos gestores de saúde e às equipes hospitalares implementarem de fato essas práticas, definindo dias, horários, áreas permitidas e os limites para garantir que a presença dos pets fortaleça o vínculo entre paciente e animal — sem colocar em risco a saúde ou a rotina da unidade.





















