A Polícia Civil de São Paulo informou que o metanol usado para adulterar bebidas produzidas numa fábrica clandestina em São Bernardo do Campo (ABC Paulista) foi adquirido em postos de combustíveis, possivelmente no mesmo estabelecimento ou na mesma rede, segundo autoridades estaduais.
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que as investigações apontam para a compra irregular do produto em postos de gasolina e que os lotes apreendidos apresentavam concentrações de metanol muito altas — na casa dos 30% a 40% —, níveis capazes de provocar envenenamento e mortes. Equipes cumpriram mandados de busca e apreensão em estabelecimentos ligados à produção e distribuição das bebidas adulteradas.
O caso levou à interdição da fábrica clandestina em São Bernardo do Campo e à apreensão de garrafas e insumos. Até o momento, as secretarias de segurança e de saúde vêm atuando em conjunto para mapear a cadeia de fornecimento e identificar se o produto foi repassado por redes criminosas ou se houve compra inadvertida por parte dos falsificadores. A polícia mantém investigação aberta para localizar responsáveis e quantificar o alcance da venda das bebidas adulteradas.
Autoridades de saúde reforçaram orientações para que a população evite consumir bebidas alcoolicas sem procedência e procure atendimento imediato em serviços de emergência ao sentir sintomas como náusea, tontura, dor abdominal, visão turva ou perda de consciência após ingestão de álcool. Investigações sobre possível envolvimento de organizações criminosas nas rotas de fornecimento do metanol também foram iniciadas, mas autoridades dizem que ainda não há conclusões definitivas sobre essa ligação.
A polícia e o Ministério Público informaram que novas medidas e prisões podem ocorrer à medida que as apurações avançam. Mais informações serão divulgadas pelas autoridades assim que forem confirmadas.

























