Em um cenário de crescente conscientização sobre a importância de um estilo de vida saudável, uma conexão vital entre a saúde cardiovascular e a neurológica ganha destaque. A prática regular de atividade física surge como protagonista, sendo, até o momento, a única intervenção com comprovação científica capaz de desacelerar a progressão da Doença de Parkinson.
Segundo a médica neurologista Lívia Pousas, do Hospital Orizonti, os exercícios físicos são fundamentais tanto na prevenção quanto no controle dos sintomas da doença, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. A recomendação é universal e se aplica a todos os pacientes com Parkinson, independentemente do estágio da doença, desde que a prática seja adaptada às limitações individuais e orientada por profissionais de saúde.
“A atividade física tem um efeito neuroprotetor, ajudando na prevenção de doenças neurodegenerativas, como o Parkinson. Para quem já possui a doença, o exercício atua diminuindo complicações, ajudando inclusive a desacelerar a progressão da doença e no controle sintomático”, explica a especialista.
Atividades como bicicleta ergométrica, que minimiza o risco de quedas, hidroginástica, ideal para quem tem dores articulares, e pilates, que trabalha força e equilíbrio, são especialmente recomendadas. A combinação entre as atividades aeróbicas e treinos de força também é importante e apresenta vantagem no controle dos sintomas motores.
O ideal é que o paciente faça exercícios aeróbicos e de força ao longo da semana, pelo menos três vezes, totalizando no mínimo 150 minutos semanais, que é a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). “A musculação é excelente para fortalecer a musculatura extensora, ajudando a corrigir a postura encurvada, melhorar o equilíbrio e dar mais autonomia ao paciente”, complementa a doutora Lívia.
A neurologista reforça que a prática de atividades físicas vai além da cardiologia. “Cuidar do coração e fazer atividade física é importante não só para não infartar ou ter um AVC, mas também para doenças neurodegenerativas. O efeito neuroprotetor da atividade física vale também para a prevenção de demências e outras doenças neurodegenerativas”, finaliza a Dra. Lívia Pousas.





















