Militão – Participei das primeiras discussões no âmbito da SESAB, Ministério da Saúde e controle social, debatendo modelos alternativos para superar problemas de gestão do SUS e dificuldades na assistência, especialmente na Saúde da Família.
SN – Como essas discussões foram estruturadas?
Militão– Seguindo as diretrizes da democracia participativa e da transparência em todas as ações.
SN- Recentemente você colocou seu nome à disposição para dirigir a FESFSUS. Muito se fala nela, mas o público ainda não a conhece. O que é a FESFSUS?
Militão – É uma entidade estatal criada por lei na Bahia, regida sob o regime de direito privado, que desenvolve ações e serviços de saúde em consonância com as políticas públicas dos municípios instituidores, da SESAB e do Ministério da Saúde.
SN – Qual é o papel dessa fundação ?
Militão – Nos últimos anos, passou a exercer um papel estratégico, atuando em suas áreas de competência e finalidades. Há um grande campo para ampliar e fortalecer o SUS, além de contribuir para a melhoria dos indicadores de saúde no estado.
SN- Quais são as qualificações de João Militão para dirigir uma entidade dessa?
Militão – Além de ser um defensor ferrenho do SUS, sou mestre em saúde coletiva, administrador e advogado com atuação em direito público e direito à saúde.
SN – Qual a sua experiência na gestão do SUS?
Militão– Tenho uma longa experiência no Ministério da Saúde, na SESAB e fui secretário de Saúde de Santo Amaro/BA.
SN- Você atua em pesquisa também?
Militão- Sim. Integro a equipe de pesquisadores da FIOCRUZ, sob a coordenação da Profa. Dra. Maria Helena Machado.
SN- E quanto à sua trajetória nos movimentos sociais?
Militão– Possuo longa atuação nos movimentos sociais da saúde, além de ser autor de várias publicações e artigos científicos no campo da Saúde Coletiva e do Direito.





















