Uma pesquisa inédita realizada em Maceió (AL) identificou microplásticos em placentas e cordões umbilicais de bebês nascidos na capital. É o primeiro estudo do tipo na América Latina e o segundo no mundo a comprovar a presença dessas partículas no cordão umbilical. A pesquisa foi conduzida pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e publicada na revista Anais da Academia Brasileira de Ciências.
Entre as dez gestantes analisadas, 80% apresentaram mais microplásticos no cordão do que na placenta, o que indica que os bebês são expostos ainda no útero. As partículas encontradas incluem polietileno e poliamida, materiais comuns em embalagens e tecidos sintéticos. A principal hipótese é que a contaminação venha da poluição marinha e do consumo de água mineral envasada.
O estudo teve apoio de instituições como o CNPq e a Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas, e agora será ampliado para analisar 100 gestantes. A meta é investigar possíveis ligações entre a exposição aos microplásticos e problemas na gestação ou na saúde dos recém-nascidos. O pesquisador Alexandre Borbely alerta para a necessidade de ações regulatórias por parte do governo sobre a produção e descarte de plásticos, já que medidas individuais são insuficientes para conter o problema.





















