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Antídoto para intoxicação por metanol é limitado e Ministério da Saúde busca alternativas

por Saude em Noticia
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O tratamento para intoxicação por metanol, álcool altamente tóxico que pode estar presente em bebidas adulteradas, ainda é um desafio no Brasil. Isso porque os antídotos reconhecidos mundialmente são restritos e, em parte, indisponíveis no país.

Em entrevista ao podcast Saúde em Notícia, nesta sexta-feira (3), o farmacêutico Jucelino Nery, diretor do Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Bahia (CIATox-BA), explicou que atualmente existem apenas dois antídotos contra a intoxicação: o etanol farmacêutico, administrado por via intravenosa em ambiente hospitalar, e o fomepizol, considerado o tratamento mais eficaz, mas ainda não disponível no Brasil.

“O etanol farmacêutico é um medicamento específico, de uso hospitalar, que não pode ser confundido com o álcool combustível ou o vendido em supermercados. Já o fomepizol não está disponível no país, mas o Ministério da Saúde busca meios de importá-lo junto ao mercado internacional”, afirmou.

A intoxicação por metanol pode provocar sintomas graves como náuseas, vômitos, dor abdominal, tontura intensa, além de cegueira irreversível e até morte. O especialista alerta que a rapidez no diagnóstico e no início do tratamento são fundamentais para salvar vidas.

“Se houver suspeita de ingestão, a orientação é procurar imediatamente um serviço de urgência ou emergência. O CIATox não atende presencialmente, mas presta suporte técnico por telefone aos profissionais de saúde e à população”, explicou Nery.

Enquanto o fomepizol não chega ao Brasil, os especialistas reforçam a prevenção como principal medida: evitar o consumo de bebidas sem procedência e denunciar práticas de adulteração.

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