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Muito frequente, câncer de intestino pode não apresentar sintomas

por Saude em Noticia
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Morte de Lua Blanco acende alerta para o câncer de intestino; saiba reconhecer os sinais

O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, está entre os tipos de câncer mais frequentes no Brasil e pode atingir o cólon, o reto e outras partes do intestino grosso. A doença ganhou destaque após a morte da atriz e cantora Lua Blanco, aos 39 anos, em 18 de outubro, em decorrência de complicações do tumor.

Conhecida por interpretar Roberta Messi na versão brasileira da novela Rebelde, a artista recebeu o diagnóstico meses antes de morrer, quando a doença já estava em estágio avançado. Segundo informações divulgadas pela família, o câncer havia se espalhado para outros órgãos. O caso reforça a importância da informação, da prevenção e da atenção aos sinais que o organismo pode apresentar.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deverá registrar 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no triênio de 2026 a 2028, considerando homens e mulheres.

O médico oncologista Fernando Maluf explica que, apesar da frequência da doença, existem medidas que podem reduzir o risco e exames capazes de identificar lesões antes que se tornem malignas.

“O câncer de intestino é um câncer muito, muito frequente. Sabemos hoje que é o terceiro tumor mais frequente em homens e mulheres. Mas, de todos os tumores do corpo humano, eu diria que é um dos tumores mais preveníveis que existem”, afirma.

Entre os fatores que contribuem para a prevenção estão o controle do peso, a prática regular de atividades físicas e uma alimentação rica em fibras, frutas e vegetais, com menor consumo de alimentos ultraprocessados, carnes processadas e embutidos. O tabagismo também está associado ao aumento do risco.

Segundo o especialista, uma das particularidades do câncer colorretal é que muitos tumores se desenvolvem a partir de pólipos, lesões inicialmente benignas que podem sofrer alterações ao longo dos anos.

“Diferentemente de outros tumores, esse câncer começa, quase sempre, com uma lesão benigna chamada adenoma, que é uma pequena verruga que fica no intestino grosso”, explica Maluf.

Quais são os sinais de alerta?

Nas fases iniciais, o câncer de intestino pode não apresentar sintomas evidentes. Quando aparecem, os sinais mais comuns incluem:

  • Presença de sangue nas fezes;
  • Alterações persistentes no funcionamento do intestino, como diarreia ou prisão de ventre;
  • Dor, cólica ou desconforto abdominal;
  • Sensação de evacuação incompleta;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Fraqueza e anemia;
  • Mudanças no formato das fezes.

Esses sintomas não significam necessariamente a presença de câncer, mas precisam ser investigados por um profissional de saúde, principalmente quando persistem ou surgem sem explicação aparente.

Colonoscopia pode ajudar a prevenir a doença

A colonoscopia é um dos principais exames utilizados para identificar alterações no intestino grosso. Durante o procedimento, o médico pode detectar e retirar pólipos, impedindo que algumas dessas lesões evoluam para um câncer.

“Essas lesões benignas, que eventualmente podem se transformar em uma lesão maligna, têm nesse processo uma duração de anos e anos. Portanto, a colonoscopia, sendo feita a partir dos 45 anos de idade, tem a capacidade de remover esses pólipos”, destaca Fernando Maluf.

O especialista ressalta que a retirada dessas lesões pode reduzir significativamente o risco de desenvolvimento da doença. A indicação e a periodicidade dos exames devem considerar as orientações médicas, o histórico familiar e os fatores de risco de cada pessoa.

Embora o rastreamento seja recomendado a partir dos 45 anos para pessoas com risco habitual, quem apresenta sintomas ou possui histórico familiar relevante pode precisar de avaliação antes dessa idade.

O caso de Lua Blanco, que recebeu o diagnóstico aos 39 anos, chama a atenção para a importância de não ignorar sinais persistentes e procurar atendimento médico diante de alterações suspeitas. A prevenção, o acompanhamento de saúde e a investigação precoce são medidas fundamentais para ampliar as possibilidades de tratamento.

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