Especialista do Trasmontano Saúde orienta sobre fatores de risco, sinais de alerta e diagnóstico do câncer de próstata
O Novembro Azul chama a atenção para a importância do cuidado contínuo com a saúde masculina, incluindo o acompanhamento médico e a adoção de hábitos mais saudáveis. Um dos principais temas da campanha é o câncer de próstata, o tipo de câncer mais incidente entre os homens brasileiros, depois dos tumores de pele não melanoma. Segundo a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano entre 2026 e 2028. Em 2024, a doença provocou 17.826 mortes no país.
“O câncer de próstata pode evoluir silenciosamente. Por isso, o homem não deve esperar o aparecimento de sintomas para começar a cuidar da saúde. O acompanhamento médico permite avaliar o histórico familiar, os fatores de risco e a necessidade de investigação de forma individualizada”, explica o Dr. Célio Faustino do Nascimento, urologista do Trasmontano Saúde.
A idade é um dos principais fatores de risco, com aumento significativo da incidência e da mortalidade após os 60 anos. Homens negros e aqueles com histórico de câncer de próstata em parentes próximos devem redobrar a atenção. O excesso de peso e a obesidade estão associados a um risco maior de desenvolvimento de formas avançadas da doença, enquanto o tabagismo pode contribuir para um pior prognóstico.
Em sua fase inicial, o câncer de próstata geralmente não apresenta sintomas. Quando surgem, os sinais podem incluir dificuldade para urinar, diminuição da força do jato urinário, necessidade de urinar mais vezes e presença de sangue na urina. Como essas alterações também podem estar relacionadas a condições benignas, a avaliação médica é fundamental.
A orientação é que os homens procurem um médico a partir dos 50 anos, mesmo sem sintomas, para uma avaliação individualizada. Homens negros ou com histórico familiar de câncer de próstata devem buscar orientação médica a partir dos 45 anos. Na presença de alterações urinárias ou outros sinais de alerta, a consulta deve ser realizada independentemente da idade.
Durante a avaliação, o médico poderá indicar o exame de PSA, realizado por meio da coleta de sangue, e o toque retal. Alterações nesses exames não confirmam, isoladamente, a presença do câncer. Quando necessário, podem ser solicitados exames complementares e a biópsia da próstata, responsável pela confirmação do diagnóstico.
“Cada paciente deve ser avaliado de acordo com sua idade, condições de saúde e histórico pessoal e familiar. A consulta periódica é essencial para definir quais exames devem ser realizados e com que frequência, sempre respeitando as características de cada homem”, acrescenta o especialista.
Quando a doença é identificada, a escolha do tratamento considera o estágio e as características do tumor, além da idade e das condições clínicas do paciente. Entre as possibilidades estão vigilância ativa, cirurgia, radioterapia, hormonioterapia e outros tratamentos sistêmicos.
Mais do que conscientizar sobre uma única doença, o Novembro Azul incentiva os homens a cuidarem da saúde de forma integral. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas, controlar o peso, não fumar, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e realizar acompanhamento médico são atitudes que contribuem para mais saúde e qualidade de vida.
























