Doença infecciosa é uma das mais contagiosas do mundo; vacinação é a principal ação para conter o aumento do vírus e é oferecido pelo SUS
O Ministério da Saúde confirmou pelo menos 52 casos de sarampo no Brasil em outubro, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Os registros reforçam o alerta para a circulação do vírus, considerado um dos mais contagiosos do mundo, e para o risco de complicações graves, que podem levar à morte.
A transmissão ocorre pelo ar, por meio de partículas e secreções respiratórias expelidas por pessoas infectadas. Em ambientes fechados, o vírus pode permanecer suspenso no ar por até duas horas após a saída do paciente.
Embora seja frequentemente associado à infância, o sarampo pode atingir pessoas de qualquer idade que não estejam imunizadas. Os sintomas iniciais incluem febre alta, tosse, coriza e conjuntivite. Em seguida, surgem manchas avermelhadas na pele, geralmente começando pelo rosto e se espalhando pelo corpo.
Doença pode provocar complicações graves
Em casos mais severos, o sarampo pode causar pneumonia, otite, diarreia intensa e desidratação. A pneumonia está entre as principais causas de morte relacionadas à doença em crianças pequenas. Em situações mais raras, o vírus pode atingir o sistema nervoso e provocar encefalite.
Vacinação é a principal forma de prevenção
Como não existe um tratamento específico capaz de eliminar o vírus, a vacinação é a principal medida para prevenir a doença e reduzir sua transmissão.
A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A Organização Mundial da Saúde (OMS) também tem reforçado a importância da imunização diante do aumento da circulação do vírus nas Américas.
Pessoas com doses atrasadas devem procurar uma unidade de saúde para verificar e atualizar a caderneta de vacinação, de acordo com as recomendações vigentes. Crianças e pessoas com maior vulnerabilidade a complicações merecem atenção especial.
Adultos que não sabem se foram vacinados também devem buscar orientação de um profissional de saúde.
Diante de sintomas como febre alta e manchas avermelhadas na pele, a recomendação é procurar atendimento médico, avisar previamente a unidade de saúde sobre a suspeita e evitar contato com outras pessoas enquanto houver risco de transmissão, especialmente com bebês, gestantes e pessoas com a imunidade comprometida.
























