A polarização política e a tensão provocada pelas disputas eleitorais podem afetar a saúde mental dos eleitores, provocando ansiedade, apatia, alterações do sono e ataques de pânico. O tema foi abordado em artigo publicado pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (15), com autoria do médico Antonio Egídio Nardi, presidente da Academia Nacional de Medicina e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A expectativa em torno dos resultados eleitorais, a incerteza política e a exposição constante a notícias e debates podem intensificar o sofrimento psicológico, especialmente entre pessoas mais vulneráveis.
O consumo excessivo de informações e o acompanhamento frequente de discussões políticas nas redes sociais podem contribuir para sintomas como irritabilidade, dificuldade de concentração, cansaço e problemas para dormir. Em alguns casos, a tensão pode desencadear episódios de ansiedade intensa e ataques de pânico.
Os efeitos variam de pessoa para pessoa. Enquanto algumas apresentam preocupação constante com os rumos políticos, outras podem desenvolver apatia, desinteresse e sensação de impotência diante dos acontecimentos.
Cuidados com a saúde mental
Para reduzir os impactos, especialistas recomendam limitar o tempo de exposição às notícias, buscar informações em fontes confiáveis, preservar a rotina de sono e manter atividades de lazer e convivência social.
O acompanhamento da política é importante para a participação democrática, mas é necessário reconhecer quando a preocupação começa a prejudicar o bem-estar e as atividades cotidianas.
Quando os sintomas são frequentes ou comprometem a qualidade de vida, a orientação é procurar ajuda profissional.
Fonte: Folha de S.Paulo.
























