Febrava RIO colocou em pauta a infraestrutura de AVAC-R necessária para sustentar operações de hospitais, laboratórios, indústria farmacêutica e cadeia de medicamentos
O crescimento do mercado de medicamentos injetáveis para diabetes e obesidade, a dimensão da campanha de vacinação brasileira e a expansão da indústria farmacêutica evidenciaram a importância de uma infraestrutura especializada em refrigeração, climatização e controle ambiental. Esses sistemas foram fundamentais para garantir as condições adequadas de conservação de produtos e funcionamento de diferentes ambientes ligados à saúde.
A relação entre saúde e AVAC-R (Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração) esteve entre os temas em destaque na primeira edição da Febrava RIO, realizada de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, no Rio de Janeiro. O evento aproximou empresas responsáveis por essas soluções de setores que dependiam diretamente delas, como as indústrias química e farmacêutica, hospitais, laboratórios e centros de distribuição.
Os números do mercado reforçaram a relevância dessa infraestrutura. A comercialização de medicamentos à base de semaglutida, tirzepatida e liraglutida cresceu 46,9% entre 2024 e 2025, passando de 5.661.930 para 8.317.741 unidades vendidas, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Na área de vacinação, a escala da operação brasileira também evidenciou os desafios logísticos. Até agosto de 2026, mais de 177 milhões de doses haviam sido distribuídas pelo Ministério da Saúde para abastecer a rede de vacinação do país.
Por trás desses números estava uma cadeia que envolvia produção, armazenamento, transporte e distribuição de medicamentos, vacinas e outros insumos. Em diferentes etapas, esses produtos exigiam condições específicas de conservação e ambientes com parâmetros rigorosamente controlados.
Nesse contexto, a infraestrutura de AVAC-R deixou de representar apenas um recurso para climatização de edifícios e passou a integrar as operações de diferentes segmentos da saúde.
Hospitais, laboratórios, centros de diagnóstico, farmácias, centros de distribuição e unidades da indústria farmacêutica apresentavam necessidades distintas. Dependendo da aplicação, os sistemas precisavam controlar não apenas a temperatura, mas também a umidade, a renovação e a filtragem do ar, a pressão dos ambientes, a qualidade do ar e o monitoramento contínuo das condições operacionais.
“Quando falamos em AVAC-R aplicado à saúde, não se trata simplesmente de deixar um ambiente mais frio ou mais confortável. Existem operações nas quais temperatura, umidade, filtragem e renovação do ar fazem parte dos requisitos necessários para o funcionamento daquele espaço. É uma infraestrutura que acompanha toda uma cadeia, da indústria ao atendimento ao paciente”, afirmou Tatiana Rassini, gerente-geral da Febrava RIO.

























