A alopecia, que é a queda de cabelo, pode se manifestar como falhas localizadas no couro cabeludo ou afinamento progressivo dos fios. Esses padrões ajudam a orientar a investigação, pois a perda de cabelo pode envolver mecanismos distintos, como processos autoimunes e predisposição genética. Observar como o quadro começa e evolui ajuda a diferenciar essas condições e orientar a avaliação médica.
A influenciadora Virgínia Fonseca, de 27 anos, voltou a falar sobre alopecia areata em abril deste ano, quando mostrou uma nova falha no couro cabeludo e relacionou o episódio ao estresse. “Eu já tive três, na época da base, muito estresse, muita coisa, me deu mais uma”, contou. Ela também afirmou que iniciou tratamento e que já havia conseguido reverter episódios anteriores.
A atriz Jada Pinkett Smith, de 55 anos, também já falou publicamente sobre alopecia e descreveu o susto de perceber a queda durante o banho. “Eu estava no chuveiro um dia e, de repente, fiquei com punhados de cabelo nas mãos. Pensei: ‘Meu Deus, eu estou ficando careca?’”, relatou. Ela contou que chegou a tremer de medo diante da possibilidade de perder os cabelos.
A médica Aline Zanatta, que atua em dermatologia, explica o mecanismo da alopecia areata, condição mencionada por Virgínia. “Nesse tipo de alopecia, o sistema de defesa passa a atacar o folículo piloso. A queda costuma aparecer em placas e pode ter períodos de melhora e recorrência”, afirma. A associação da influenciadora com momentos de estresse faz parte de sua experiência e, isoladamente, não explica a origem autoimune do quadro.
Já Xuxa Meneghel, de 63 anos, relacionou a perda de cabelo à herança familiar e contou que decidiu fazer transplante capilar depois de perceber falhas e redução da densidade. Deborah Secco, de 46 anos, relatou ter fios naturalmente finos e afirmou que tinturas, megahair e mudanças frequentes de visual ao longo da carreira contribuíram para piorar a queda. Embora ambas descrevam perda de volume, seus relatos apresentam fatores que precisam ser avaliados separadamente.
Ao abordar o afinamento progressivo, a médica explica que, na alopecia androgenética, os fios ficam mais finos e a densidade diminui gradualmente. Esse processo está associado à predisposição genética e deve ser diferenciado dos danos aos fios e da tensão provocada por práticas capilares, que podem envolver quebra ou perda por tração. “O mais importante é entender que padrões diferentes de queda podem ter causas diferentes. Identificar corretamente o que está acontecendo é essencial para definir a investigação e a abordagem de cada paciente”, conclui.

























