Neurologista do Hospital Santa Catarina – Paulista destaca importância do combate aos estigmas e mitos
relacionados à doença, além do diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo
A esclerose múltipla ainda é cercada por desinformação e preconceitos que impactam diretamente a percepção sobre a doença e a vida dos pacientes. Apesar de muitas pessoas associarem o diagnóstico a limitações severas e incapacidade, os avanços da medicina nas últimas décadas têm transformado o tratamento e garantido mais qualidade de vida, autonomia e controle da condição.
O neurologista Dr. Frederico Mennucci, do Hospital Santa Catarina – Paulista, explica que os principais desafios ainda são os mitos associados à doença. “Um dos mitos mais comuns é que se trata de uma doença devastadora e sem tratamento adequado”, afirma. Segundo o especialista, o próprio termo “esclerose” ainda carrega um forte estigma ligado ao passado, quando os recursos terapêuticos eram mais limitados.
Importância da detecção precoce dos sintomas
A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica e autoimune que afeta o sistema nervoso central e pode provocar diferentes sintomas, a depender da área acometida. Entre os principais sinais de alerta estão alterações neurológicas focais que permanecem por mais de 48 horas, como: perda de força em membros, alterações de sensibilidade e episódios de visão embaçada.
O especialista ressalta que identificar esses sintomas precocemente faz diferença no prognóstico e na evolução clínica do paciente. “Quanto mais cedo e eficiente for o tratamento, melhor o desfecho, com menos sequelas e menor chance de novos surtos”, destaca o neurologista.
Embora exista uma predisposição familiar em alguns casos, a esclerose múltipla não é considerada hereditária. Entre os fatores de risco mais relacionados ao desenvolvimento da doença estão: sexo feminino, idade jovem, deficiência de vitamina D e ascendência europeia.
Tratamento garante novas perspectivas
Nas últimas décadas, a evolução dos tratamentos também mudou significativamente a perspectiva dos pacientes. Hoje, existem terapias mais eficazes e seguras, capazes de reduzir crises, controlar a progressão da doença e preservar a qualidade de vida. “Essa é provavelmente uma das doenças em que a medicina mais evoluiu em eficiência e qualidade de tratamento nos últimos 30 anos”, afirma Dr. Frederico.
Além do tratamento medicamentoso, o acompanhamento regular com neurologista é apontado como essencial para monitorar a evolução do quadro, orientar estratégias de reabilitação e diferenciar sintomas da doença de outras condições que também podem acometer o paciente.
Hábitos saudáveis também exercem papel importante no controle da esclerose múltipla e na manutenção do bem-estar. Qualidade do sono, prática regular de atividade física, interrupção do tabagismo e cuidados com a saúde emocional e intestinal estão entre os fatores que podem contribuir para uma melhor evolução clínica. “É fundamental o seguimento adequado e regular, além dos cuidados com a saúde como um todo”, conclui o especialista do Hospital Santa Catarina – Paulista.



















