O Ministério da Saúde anunciou a ativação do Plano Nacional de Contingência para Febres Hemorrágicas Virais após o avanço do surto de Ebola em países da África Subsaariana. A medida foi adotada de forma preventiva, embora o Brasil não tenha registrado casos da doença até o momento.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades sanitárias, o reforço da vigilância ocorre após alerta emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), diante do aumento de casos da cepa Bundibugyo do vírus, principalmente na República Democrática do Congo. Dados da OMS apontam centenas de casos suspeitos e mais de 200 mortes relacionadas à doença na região africana.
O plano prevê monitoramento de viajantes provenientes de áreas afetadas, identificação rápida de casos suspeitos, isolamento de pacientes e rastreamento de contatos. O protocolo também determina uma segunda coleta de sangue 48 horas após o primeiro exame em casos suspeitos, mesmo que o teste inicial apresente resultado negativo.
O Ministério da Saúde informou ainda que não haverá fechamento de fronteiras, restrições a viagens ou suspensão de atividades comerciais. Especialistas destacam que o risco de disseminação do Ebola no Brasil é considerado baixo, especialmente pela ausência de voos diretos entre o país e as regiões afetadas.




















