Quebrar um dente, seja na infância ou na vida adulta, exige atenção odontológica imediata para preservar a função e a estética bucal. Apesar disso, o acesso ao atendimento ainda é um desafio para parte da população: dados divulgados em 2025 pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) e pela ABIMO indicam que 32% dos brasileiros passaram mais de um ano sem consultar um dentista.
Segundo o cirurgião-dentista Willian Dias, da clínica AmorSaúde, apenas um profissional pode avaliar corretamente o tipo de fratura e indicar o tratamento adequado. “Quanto mais rápido o paciente procurar atendimento, maiores são as chances de preservar o dente”, afirma.
O especialista explica que há diferenças no tratamento entre dentes de leite e dentes permanentes. No caso dos dentes decíduos, os procedimentos costumam ser temporários, com o objetivo de manter o dente até sua substituição natural. Já nos dentes permanentes, o foco é restaurar a função e a estética, seja por meio da recolagem do fragmento, restauração em resina, facetas, coroas ou, em casos mais graves, tratamento de canal.
Ao quebrar um dente, a orientação inicial é higienizar a boca com cuidado. Se houver sangramento, recomenda-se lavar o local com água corrente, estancar o sangramento com uma gaze limpa, guardar o fragmento do dente e procurar um dentista imediatamente. O ideal é transportar o fragmento em soro fisiológico, dentro de um recipiente limpo, para aumentar as chances de reaproveitamento.
Willian Dias alerta que tentar colar o dente por conta própria ou descartar o fragmento são práticas que podem comprometer o tratamento. “O fragmento pode ser essencial para um resultado estético quase imperceptível. Adesivos caseiros ou tentativas de reimplante sem orientação profissional são totalmente contraindicados”, ressalta.
Além da recuperação funcional, o dentista destaca o impacto do tratamento na autoestima. “A reabilitação devolve não só a mastigação, mas também a confiança do paciente”, conclui.
Sobre o AmorSaúde
O AmorSaúde é a maior rede de clínicas médico-odontológicas do Brasil, com mais de 500 unidades em todo o país. A rede realiza mais de 18 milhões de consultas por ano, além de exames, procedimentos odontológicos, atendimentos por telemedicina e encaminhamentos para cirurgias eletivas, com foco em atendimento humanizado e preços acessíveis.





















