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Radioterapia integra tratamento do câncer de mama

por Saude em Noticia
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Especialista explica indicações, benefícios e esclarece mitos sobre o tratamento

O Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no triênio 2026–2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A doença é a mais incidente entre as mulheres no país, excluídos os tumores de pele não melanoma. Durante o Outubro Rosa, a importância da radioterapia no tratamento ganha destaque, especialmente para esclarecer dúvidas sobre suas indicações, benefícios e possíveis efeitos colaterais.

A radioterapia utiliza radiações ionizantes para destruir células tumorais ou impedir sua multiplicação. No tratamento do câncer de mama, costuma ser indicada após cirurgias conservadoras e, em determinadas situações, também depois da mastectomia. O objetivo é eliminar possíveis células cancerígenas microscópicas que permaneçam na região operada, reduzindo o risco de retorno da doença.

A indicação depende de fatores como o tipo de cirurgia realizada, o tamanho da lesão e as características biológicas do tumor. Segundo Diego Moura, médico radioterapeuta do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), pacientes submetidas à cirurgia conservadora geralmente precisam de radioterapia, enquanto nos casos de mastectomia a necessidade é avaliada individualmente.

Mesmo quando o tumor é retirado com margens livres, podem permanecer células microscópicas na região. A radioterapia atua justamente nessas células, diminuindo o risco de recidiva na mama ou na parede torácica.

Mitos e verdades sobre a radioterapia

Entre os principais receios das pacientes estão a possibilidade de ficarem radioativas, sofrerem queimaduras ou perderem os cabelos. O especialista esclarece que, na radioterapia externa, a radiação é emitida somente durante a aplicação. Por isso, a paciente não oferece riscos às pessoas com quem convive e pode manter normalmente o contato com familiares e amigos.

As tecnologias atuais também permitem direcionar a radiação com maior precisão, preservando, tanto quanto possível, os tecidos saudáveis próximos à área tratada. Ainda assim, podem ocorrer reações na pele, como vermelhidão, escurecimento e irritação. A intensidade dos efeitos varia de acordo com cada paciente.

Outro esclarecimento importante diz respeito à queda de cabelo. A radioterapia realizada na região da mama não provoca perda dos cabelos da cabeça, podendo afetar apenas os pelos da área diretamente irradiada, como os da axila.

Tratamento integrado

A radioterapia pode integrar uma estratégia de tratamento que envolve cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo. A combinação dos procedimentos depende das características do câncer e das necessidades individuais de cada paciente.

Para Diego Moura, o tratamento radioterápico é um importante aliado no controle local da doença. Com planejamento individualizado e tecnologias de precisão, é possível reduzir significativamente o risco de recidiva e ampliar as possibilidades de controle do câncer de mama.

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