Artista morreu aos 60 anos, em Salvador, após a recidiva da doença e complicações que evoluíram para falência renal e disfunção múltipla de órgãos
O cantor e compositor baiano Netinho morreu na terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador, em decorrência de complicações de um linfoma não Hodgkin do tipo B, um câncer que afeta o sistema linfático, responsável por parte da defesa do organismo. A informação foi confirmada pela assessoria do artista.
Netinho recebeu o diagnóstico da doença em 2025 e chegou a apresentar melhora após o tratamento. No entanto, o câncer voltou a se manifestar em 2026, exigindo a retomada da quimioterapia.
O artista estava internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, desde o fim de setembro, quando seu estado de saúde se agravou. Segundo informações divulgadas pela equipe do cantor, o quadro evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos, complicações que levaram à morte.
O que é o linfoma não Hodgkin?
O linfoma não Hodgkin é um grupo de cânceres que se desenvolvem nos linfócitos, células de defesa do organismo. No caso de Netinho, a doença era do tipo B, classificação relacionada aos linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos.
A doença pode atingir os gânglios linfáticos, também chamados de linfonodos, localizados em regiões como pescoço, axilas e virilhas, além de outros órgãos e tecidos. Existem diferentes subtipos de linfoma não Hodgkin, com comportamentos e respostas ao tratamento distintos.
Entre os sinais que podem estar associados à doença estão o aumento persistente e geralmente indolor dos gânglios, febre sem causa aparente, suor noturno intenso, cansaço frequente e perda de peso inexplicada. Esses sintomas, porém, não significam necessariamente a presença de câncer e precisam ser avaliados por profissionais de saúde.
Tratamento e evolução
O tratamento depende do subtipo do linfoma, da extensão da doença e das condições clínicas do paciente. Pode incluir quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e outras abordagens especializadas.
No caso do cantor, a doença voltou a se manifestar após um período de melhora. A recidiva exigiu a retomada do tratamento, mas o quadro clínico evoluiu com complicações graves.
Legado na música baiana
Natural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Ernesto de Souza Andrade Júnior, conhecido artisticamente como Netinho, foi um dos nomes marcantes do axé music. Ganhou projeção nacional como vocalista da Banda Beijo e consolidou a carreira solo com sucessos como Milla, Menina, Beijo na Boca e Preciso de Você.
Com sua presença nos trios elétricos e nos palcos do Brasil, o artista ajudou a popularizar o axé e marcou a história do Carnaval de Salvador. Sua morte deixa uma lacuna na música baiana e encerra a trajetória de um cantor cuja obra atravessou gerações.
























