Primeiros dados divulgados do Estudo ALL, conduzido pelo Grupo Pierre Fabre em mais de 20 países com mais de 50 mil participantes, apontam que no Brasil, 44% das pessoas com acne relatam impacto na vida pessoal e 35% na vida profissional
A acne já não é mais uma condição associada apenas à adolescência. É o que revelam os dados preliminares do Estudo ALL, maior pesquisa já conduzida pela Pierre Fabre sobre o tema, aponta que a América Latina apresenta a maior prevalência global de acne – 23,9% dos entrevistados na região relataram sintomas da condição. No Brasil, onde mais de 4 mil pessoas participaram da pesquisa, o índice chega a 25% e é mais frequente entre mulheres (31%) do que entre homens (19%) e atinge patamares ainda mais altos entre os jovens de 16 a 34 anos, com prevalência de 36%.
Os dados reforçam que a acne não é uma questão apenas estética. Entre os brasileiros entrevistados que convivem com a condição, 44% afirmam que ela interfere na vida pessoal e 35% relatam impactos na vida profissional, um cenário especialmente presente entre mulheres adultas, que muitas vezes enfrentam a condição em momentos decisivos da vida pessoal e de carreira.
Acne adulta tem características próprias
Para Anne-Laure Nguyen Huy Lai, diretora-geral global da Avène, marca do grupo Pierre Fabre, os números confirmam que a acne adulta é uma realidade cada vez mais presente, associada a fatores como estresse, oscilações hormonais, poluição, hábitos de vida e sensibilidade cutânea, uma mudança que já vinha sendo observada na prática clínica.
O estudo também evidencia diferenças clínicas relevantes entre a acne da adolescência e a acne adulta. Enquanto nos adolescentes a condição costuma estar ligada às alterações hormonais da puberdade e se concentra na “zona T” do rosto (testa, nariz e parte superior das bochechas), a acne adulta tem causas mais complexas — entre elas, predisposição genética, estresse, alimentação, fatores ambientais e uso de produtos comedogênicos.
Clinicamente, esse tipo de acne costuma se manifestar na mandíbula, no queixo e no pescoço, e está mais associado à sensibilidade cutânea e a marcas persistentes deixadas pelas lesões — o que reforça a necessidade de abordagens de tratamento mais individualizadas, que conciliem eficácia e boa tolerabilidade para peles sensíveis.
Skincare caminha para uma lógica mais preventiva
Os resultados do Estudo ALL acompanham uma transformação mais ampla no comportamento do consumidor de dermocosméticos, que tem buscado produtos voltados para a saúde da pele a longo prazo e não apenas para resultados estéticos imediatos. A tendência, segundo Anne Laure, é que os dermocosméticos assumam um papel cada vez mais preventivo e integrado aos cuidados dermatológicos contínuos.

























