A Anvisa já acionou autoridades reguladoras internacionais para garantir a importação imediata do fomepizol, antídoto indicado para casos de intoxicação por metanol, que atualmente não está disponível comercialmente no Brasil. A agência consultou formalmente órgãos como EMA (União Europeia), FDA (EUA), MHRA (Reino Unido), Health Canada, COFEPRIS (México), ANMAT (Argentina) e outros, buscando autorização, fornecedores e rastreamento do medicamento.
Enquanto isso, em caráter emergencial, a Anvisa também estuda autorizar a produção de etanol grau farmacêutico em farmácias de manipulação como alternativa terapêutica preventiva, caso não haja tempo para adquirir o fomepizol.
O Ministério da Saúde, por sua vez, já estruturou um estoque estratégico de 4.300 ampolas de etanol farmacêutico em hospitais universitários e redes do SUS, e está ampliando a aquisição emergencial para garantir cobertura nos estados e municípios. Também formalizou pedido à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para doação de unidades de fomepizol e manifestação de interesse em compras por meio das linhas de crédito internacionais.
Para coordenar a resposta ao surto de intoxicações por metanol, foi instalada uma Sala de Situação federal que reúne representantes do Ministério da Saúde, Anvisa, Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais, além de órgãos como Ministério da Justiça, Agricultura e Segurança Pública.
Até o momento, o Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) registrou 59 casos notificações suspeitas de intoxicação por metanol, sendo 53 em São Paulo, cinco em Pernambuco e um no Distrito Federal. Há um óbito confirmado e sete mortes sob investigação.
A Anvisa também está reforçando a capacidade analítica nacional ao integrar laboratórios da Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância Sanitária (RNLVISA). Três unidades já foram identificadas como aptas a receber e processar amostras suspeitas: Lacen-DF, o Laboratório Municipal de São Paulo e o INCQS/Fiocruz.
Além disso, foram identificadas 604 farmácias de manipulação aptas a formular etanol farmacêutico, como opção emergencial em municípios que não conseguirem acesso ao antídoto importado.





















