O médico Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética, explica como adaptar a rotina de skincare, quais procedimentos exigem mais atenção e os cuidados necessários para preservar a saúde da pele durante a estação.
Com a chegada da primavera, as mudanças nas condições ambientais passam a exigir atenção à rotina de cuidados com a pele. O aumento gradual das temperaturas, a maior exposição ao sol e alterações na umidade do ar podem influenciar a oleosidade, a hidratação e a sensibilidade cutânea. Por isso, a nova estação também pode ser um momento para reavaliar hábitos e entender quais cuidados realmente precisam ser reforçados.
Entre as principais medidas para esse período, a proteção solar ganha ainda mais importância. A exposição à radiação ultravioleta pode favorecer o surgimento de manchas, acelerar o envelhecimento da pele e contribuir para outros danos causados pelo sol. O uso diário do protetor, portanto, deve ser mantido independentemente da estação, com reaplicação de acordo com o nível de exposição e as características de cada pessoa.
De acordo com o Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil e à frente da Guarçoni Health Center, a chegada da primavera não exige uma mudança automática de todos os produtos utilizados na rotina de skincare. “A mudança de estação não significa que todos os produtos precisam ser substituídos. O que acontece é que fatores ambientais, como aumento da temperatura, maior transpiração e exposição solar mais frequente, podem modificar o comportamento da pele. Em algumas pessoas, isso se traduz em aumento da oleosidade; em outras, pode haver ressecamento ou maior sensibilidade. Por isso, a adaptação precisa ser feita a partir da resposta individual da pele, e não simplesmente pela mudança de estação”, explica.
Com temperaturas mais elevadas, algumas pessoas podem perceber aumento da oleosidade e da produção de suor, enquanto outras podem apresentar ressecamento ou sensibilidade. A escolha dos produtos deve levar essas características em consideração, evitando tanto o excesso de limpeza quanto o uso de fórmulas inadequadas. Para o médico, a atenção à fotoproteção também deve ir além da escolha do produto.
“Quando falamos em primavera, a fotoproteção precisa ser tratada como uma estratégia de prevenção, e não apenas como um cuidado estético. A radiação ultravioleta participa diretamente do processo de fotoenvelhecimento e também pode estimular ou agravar alterações de pigmentação. Por isso, não basta escolher um protetor solar com um bom fator de proteção: é necessário utilizá-lo de forma adequada, em quantidade suficiente e reaplicá-lo conforme a exposição. Esse cuidado é especialmente importante para pessoas que já apresentam tendência a manchas ou que estão realizando tratamentos dermatológicos e estéticos”, orienta Guarçoni.
Outro ponto que merece atenção durante a primavera são os procedimentos estéticos. Tratamentos que deixam a pele mais sensibilizada ou que envolvem processos de renovação cutânea podem exigir cuidados específicos em períodos de maior exposição solar. Dependendo do procedimento realizado, o paciente pode precisar evitar o sol por determinado período e reforçar a proteção para reduzir o risco de manchas e irritações.
Segundo o Dr. Octávio, a realização de procedimentos durante a estação não deve ser avaliada apenas pelo calendário, mas pelas características do tratamento e pela rotina do paciente. “Os procedimentos que promovem renovação ou deixam a pele temporariamente mais vulnerável exigem uma avaliação ainda mais criteriosa quando há maior exposição solar. Peelings, determinados lasers e outras tecnologias podem ter indicações muito específicas e demandam cuidados antes e depois da realização. O problema não está necessariamente em realizar um procedimento durante a primavera, mas em ignorar as condições da pele e a rotina de exposição ao sol daquele paciente. A indicação deve considerar o tipo de pele, o tratamento escolhido, o tempo de recuperação e a capacidade de manter a fotoproteção no período posterior”, afirma.
Além da proteção solar, a rotina deve contemplar limpeza adequada, hidratação e produtos compatíveis com as características da pele. O uso indiscriminado de ácidos, esfoliantes e outros ativos potencialmente irritantes, especialmente sem orientação, pode aumentar a sensibilidade e comprometer a barreira cutânea. A busca por resultados mais rápidos também pode levar ao excesso de produtos e combinações inadequadas.
“Um dos principais erros no skincare é acreditar que uma rotina mais complexa necessariamente produzirá um resultado melhor. A pele possui uma barreira de proteção que precisa ser preservada, e o uso excessivo de ácidos, esfoliantes ou diferentes ativos pode provocar inflamação, irritação e comprometimento dessa barreira. Na prática, uma rotina bem indicada é aquela que consegue equilibrar limpeza, hidratação, fotoproteção e tratamento sem ultrapassar a capacidade de tolerância daquela pele. É justamente por isso que a avaliação individual faz diferença: duas pessoas podem ter queixas semelhantes, mas necessidades completamente diferentes”, conclui o Dr. Octávio Guarçoni.

























