Foto: Roberto Abreu/Divulgação
A MSD Farmacêutica realizou, nesta quarta-feira (3), em Salvador, um encontro voltado para atualização científica e debates sobre temas emergentes na área da saúde. A programação reuniu profissionais de diferentes especialidades.
Márcia Datz Abadi apresentou o painel “Universo MSD”, oferecendo um panorama institucional da empresa, seu pipeline de medicamentos e as principais linhas de pesquisa em andamento.
A diretora da MSD Farmacêutica ressaltou, durante o encontro realizado em Salvador, que a empresa tem intensificado ações em todo o país para aproximar inovação, imprensa e comunidade médica, com foco em ampliar o acesso a informações e a tratamentos essenciais.
“A inovação é crucial, mas perde seu valor se não for acessível. Nosso compromisso é garantir que as novidades que transformam a medicina também transformem vidas”, afirmou.
Em Salvador, o debate começou com a disparidade racial no câncer de mama, assunto central para a população local. “Precisamos discutir por que mulheres negras morrem mais de câncer de mama do que mulheres brancas. Isso envolve acesso ao rastreamento, aos melhores tratamentos, diagnósticos adequados, informação de qualidade e também o enfrentamento dos preconceitos estruturais que resultam em diferenças de cuidado”, explicou.
A diretora enfatizou que a MSD tem abordado a questão em eventos de oncologia por compreender que se trata de um desafio complexo, que combina fatores sociais, estruturais e biológicos dos tumores.
Outro eixo foi a discussão sobre doenças imunopreveníveis, com destaque para o HPV. Márcia chamou atenção para a necessidade de combater a desinformação sobre a vacina. “A imunização contra o HPV está disponível no SUS há mais de dez anos para meninas e meninos de 9 a 14 anos, com quatro sorotipos que são os principais causadores de câncer. Mesmo assim, muitas pessoas não se vacinam, apesar de existirem opções no setor privado que ampliam a proteção para até 90%”, pontuou.
Ela lembrou que o HPV provoca não apenas câncer de colo de útero, mas também outros tipos de câncer e verrugas genitais em homens e mulheres. “Há países em que a vacinação em massa erradicou o câncer de colo de útero. Precisamos trazer essa realidade para o Brasil por meio de informação de qualidade, segurança, eficácia da vacina e incentivo ao rastreamento regular”, completou.
Márcia destacou ainda a relevância do painel sobre hipertensão arterial pulmonar, doença rara cujo diagnóstico costuma levar mais de dois anos. “Queremos conscientizar sobre a importância de reconhecer os sinais precocemente e oferecer aos pacientes o tratamento mais adequado, com as melhores alternativas terapêuticas disponíveis.”





















