O Ministério da Saúde abriu nesta semana uma consulta pública para avaliar a possível inclusão da vacina contra o herpes-zóster no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, se aprovada, beneficiará idosos com 80 anos ou mais e pessoas imunocomprometidas a partir dos 18 anos. A população pode enviar contribuições até o dia 6 de outubro, por meio da plataforma Participa + Brasil.
O herpes-zóster, conhecido popularmente como cobreiro, é uma doença causada pela reativação do vírus da varicela-zóster — o mesmo da catapora. Afeta principalmente pessoas mais velhas ou com o sistema imunológico enfraquecido, podendo provocar dor intensa e complicações, como a neuralgia pós-herpética, que pode durar meses ou anos.
Segundo dados do SUS, entre 2008 e 2024 foram registrados mais de 85 mil atendimentos ambulatoriais e cerca de 30 mil internações relacionadas à doença. No mesmo período, ocorreram 1.567 mortes associadas ao herpes-zóster, a maioria em pessoas com mais de 50 anos.
Como funcionaria a vacinação
A vacina analisada é recombinante adjuvada, aplicada em duas doses com intervalo de dois meses. Estudos apontam eficácia superior a 80% tanto na prevenção da doença quanto das complicações mais graves. Entre as reações adversas mais comuns estão dor no local da aplicação, cansaço, dor de cabeça e febre — efeitos geralmente leves e temporários.
Debate sobre custo-benefício
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) calcula que a oferta da vacina custaria cerca de R$ 5,2 bilhões em cinco anos. Embora reconheça os benefícios clínicos, a comissão considera que o impacto orçamentário é elevado e ainda não há consenso sobre a relação custo-benefício.
Participação popular
Qualquer cidadão pode enviar sugestões e documentos técnicos durante a consulta pública. As contribuições serão avaliadas pela Conitec, que deve emitir uma recomendação final sobre a inclusão ou não da vacina no Programa Nacional de Imunizações.





















