O número de casos de sarampo nas Américas aumentou quase 32 vezes de 2024 para 2025, levando a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), a emitir um alerta aos países da região. Em 2025, foram registrados 14.891 casos e 29 mortes, e em janeiro de 2026 já havia 1.031 notificações, número muito superior ao do mesmo período do ano anterior.
A maior concentração está na América do Norte, especialmente em México, Canadá e Estados Unidos, que somam mais de 90% dos registros. A maioria dos infectados não estava vacinada ou não tinha histórico de imunização. No Brasil, houve 38 casos em 2025, quase todos em pessoas sem vacinação, mas o país mantém o status de livre do sarampo. Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações, o fluxo internacional de pessoas representa risco constante de reintrodução da doença.
O sarampo é altamente contagioso e pode causar complicações graves, como pneumonia, cegueira e encefalite, sendo a vacinação a principal forma de prevenção. Dados do Ministério da Saúde mostram avanço na cobertura vacinal, embora ainda abaixo dos 95% recomendados. Diante do cenário, a Opas orienta reforço da vigilância, identificação precoce de casos e ampliação da imunização, enquanto o governo brasileiro intensificou ações em áreas de fronteira, regiões turísticas e de grande circulação, além de apoiar países vizinhos com doação de vacinas.





















