O Sistema Único de Saúde (SUS) completa 35 anos em 2025. Mais do que uma política pública, o SUS é um patrimônio coletivo da sociedade brasileira, fruto da luta social e da Constituição de 1988, que consagrou a saúde como direito de todos e dever do Estado.
Muitas vezes, só lembramos da importância do SUS em momentos de emergência. No entanto, seu alcance vai muito além do atendimento hospitalar. O sistema garante desde a vacinação em massa — fundamental no enfrentamento da pandemia de Covid-19 — até transplantes de órgãos, tratamento de câncer, doação de sangue, além de serviços de urgência e emergência.
O SUS também se faz presente na atenção básica à saúde, nas farmácias populares, no programa Mais Médicos, nas ações de vigilância sanitária e até mesmo na regulação de medicamentos e alimentos consumidos diariamente. Em cada uma dessas áreas, a presença do sistema é decisiva para salvar vidas e reduzir desigualdades.
Defender o SUS é defender um modelo de sociedade em que o acesso à saúde não depende do tamanho da renda de cada pessoa. É compreender que o sistema é financiado por todos e deve estar disponível para todos, de forma universal, integral e gratuita.
Infelizmente, o SUS ainda sofre com subfinanciamento, tentativas de privatização e ataques que buscam desmontar sua estrutura. É preciso enfrentar esses desafios garantindo mais recursos, valorizando os profissionais da saúde e fortalecendo as políticas públicas.
Ao celebrar os 35 anos do SUS, reafirmo a convicção de que nenhum país do mundo é mais justo ou mais democrático se não assegurar o direito universal à saúde. O SUS é do povo e para o povo — e precisa ser defendido todos os dias.
Por João Militão, servidor público federal de carreira (Ministério da Saúde/ Fiocruz), administrador, advogado e mestre em Saúde Pública.





















