O recente aumento de casos de sarampo no Brasil tem gerado preocupação entre especialistas e autoridades de saúde, mas o país ainda mantém o status de território livre da doença. A certificação foi concedida pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em 2016, após intensas campanhas de vacinação e esforços de erradicação do vírus. No entanto, surtos localizados e a queda na cobertura vacinal têm reacendido o alerta para o risco de reintrodução da doença.
O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa que pode levar a complicações graves, como pneumonia e encefalite, especialmente em crianças e pessoas com o sistema imunológico comprometido. A principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola e faz parte do calendário nacional de imunização.
Apesar dos novos casos registrados, o Brasil ainda cumpre os critérios internacionais para ser considerado livre da circulação endêmica do vírus. Para manter essa condição, especialistas reforçam a importância da vacinação em massa, já que a diminuição das taxas de imunização tem sido um dos principais fatores para o ressurgimento de surtos. A hesitação vacinal, impulsionada por desinformação e fake news, também representa um desafio a ser combatido pelas autoridades de saúde.
O Ministério da Saúde tem intensificado as campanhas para aumentar a cobertura vacinal e evitar que o país perca o reconhecimento de território livre do sarampo. A orientação é que pais e responsáveis levem as crianças aos postos de saúde para receberem as doses previstas, além de adultos que não foram imunizados ou que não têm o esquema vacinal completo.
O alerta serve como um lembrete de que, apesar dos avanços na erradicação do sarampo, o vírus ainda representa uma ameaça caso a vacinação não seja mantida em níveis elevados. A imunização em massa continua sendo a estratégia mais eficaz para garantir que o Brasil permaneça livre da doença e evite novos surtos no futuro.