Durante o mês de conscientização do câncer de mama, o Outubro Rosa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que o combate à desinformação é um dos pilares centrais para o cuidado e a prevenção da doença.
O câncer de mama continua sendo o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras, excluídos os tumores de pele não melanoma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que, a cada ano, pouco mais de 70 mil novos casos sejam diagnosticados no país. Informações incorretas ou incompletas sobre exames preventivos e formas de tratamento podem atrasar diagnósticos e colocar a vida das pacientes em risco.
A verdade por trás de crenças sobre o câncer de mama
É FALSO que a mamografia só é indicada para quem tem mais de 50 anos. Ao contrário do que circula em redes sociais, o exame pode ser indicado em diferentes idades, a depender do histórico de saúde, dos fatores de risco e da avaliação de cada paciente.
Além disso, conforme atualização recente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos de saúde são obrigados a cobrir a mamografia digital sem restrição de idade ou gênero, desde que haja a devida indicação médica.
Também é FALSO que ter um mamógrafo moderno garante a qualidade do exame. Um equipamento de última geração, por si só, não assegura a precisão ou eficácia do diagnóstico. A qualidade e a segurança do exame dependem diretamente de:
- manutenção periódica dos equipamentos;
- controles de qualidade contínuos e rigorosos;
- condições adequadas de funcionamento e operação do serviço de radiologia.
A Anvisa desenvolve instrumentos e diretrizes que garantem o padrão de qualidade nos serviços de mamografia públicos e privados em todo Brasil, sujeitos a inspeções sanitárias.
Por fim, é FALSO que todo produto que promete tratar o câncer é confiável. Promessas de cura rápida, tratamentos milagrosos e produtos sem registro sanitário ou de procedência desconhecida representam um grave risco à população.
Desconfie de remédios extraordinários e busque sempre atendimento e orientação profissional qualificada. O acompanhamento médico é o único meio seguro e comprovado para o diagnóstico e o tratamento oncológico.
Como enfrentar a desinformação?
Para receber orientações precisas e confiáveis, consulte um médico. A indicação e a frequência dos exames a serem realizados por cada paciente devem ser individualizadas. Garantir o diagnóstico e o tratamento adequados no menor tempo possível é fundamental para aumentar as chances de cura.
Confira a procedência dos medicamentos. Evite automedicação ou o uso de terapias alternativas não reconhecidas pelas autoridades de saúde.
Procure informações confiáveis a partir de canais oficiais e portais profissionais, que contam com a participação de especialistas e cientistas reconhecidos.