Uma recente decisão do Conselho Federal de Farmácia (CFF) autorizou farmacêuticos a prescrever determinados medicamentos, ampliando suas atribuições no atendimento à população. No entanto, a medida tem gerado polêmica e foi contestada por entidades médicas, que questionam sua legalidade e possíveis impactos na segurança dos pacientes.
Segundo o CFF, a resolução permite que farmacêuticos prescrevam medicamentos isentos de prescrição e orientem tratamentos para condições de baixa complexidade, como dores leves, gripes e alergias. A decisão, segundo o conselho, busca ampliar o acesso à saúde e fortalecer o papel dos profissionais de farmácia no cuidado primário.
Por outro lado, entidades médicas, como o Conselho Federal de Medicina (CFM), alegam que a prescrição de medicamentos é uma atividade exclusiva de médicos e que a nova autorização pode gerar riscos à saúde pública. Elas defendem que diagnósticos inadequados e uso indevido de medicamentos podem resultar em complicações para os pacientes.
A polêmica pode se estender para o Judiciário, caso haja questionamentos formais sobre a constitucionalidade da decisão. Enquanto isso, o debate continua acalorado entre profissionais da saúde e órgãos reguladores.L