A odontologia tem avançado significativamente nos últimos anos, especialmente na área de implantes dentários. Tecnologias como exames de imagem de alta resolução, planejamento cirúrgico virtual, sistemas CAD/CAM e impressões 3D têm transformado a prática odontológica, proporcionando maior segurança, previsibilidade, agilidade e qualidade nos tratamentos.
Segundo o levantamento da Mordor Intelligence, o mercado global de implantes dentários está estimado em US$ 4,94 bilhões em 2024, com projeção de atingir US$ 7,19 bilhões até 2029, crescendo a uma taxa anual composta (CAGR) de 7,80% durante o período.
De acordo com a dentista Fernanda Oliani, da Oral Sin, a incorporação de tecnologias digitais e a personalização do atendimento são diferenciais que não apenas elevam a qualidade dos tratamentos, mas também fortalecem a relação de confiança entre profissional e paciente.
“Para se destacar em um mercado competitivo e em constante evolução, o implantodontista deve buscar excelência não apenas na execução técnica, mas também na experiência proporcionada ao paciente. Isso inclui agregar valor ao atendimento, demonstrar exames de tomografia, simular resultados, oferecer um atendimento personalizado e acompanhar o paciente mesmo após a finalização do tratamento. Criar uma conexão que transcenda o contrato formal é fundamental para fazer a diferença na vida do paciente”, afirma a especialista.
Para garantir a longevidade dos implantes dentários é fundamental um diagnóstico preciso, baseado em exames de imagem e avaliação clínica detalhada. Um plano de tratamento assertivo, aliado à execução técnica competente, escolha de materiais de qualidade e serviços laboratoriais adequados, são pilares essenciais para o sucesso. Além disso, a manutenção da saúde sistêmica e bucal do paciente, avaliação de hábitos e a regularidade nas manutenções são cruciais.
A tecnologia auxilia no planejamento cirúrgico digital e na análise de imagens e exames, minimizando erros e trazendo maior previsibilidade e segurança aos procedimentos.
No entanto, desafios persistem, como casos com reabsorção óssea acentuada, presença de osso de qualidade inferior e a falta de adesão dos pacientes às recomendações pós-operatórias, incluindo uso de medicamentos, repouso, hábitos e higiene. As expectativas dos pacientes também podem, por vezes, exceder as possibilidades reais do caso.