A Europa e a Ásia Central enfrentam um surto alarmante de sarampo, com o número de casos atingindo os níveis mais altos em mais de 25 anos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2024, mais de 100 mil casos foram registrados nessas regiões, marcando um aumento significativo em relação aos anos anteriores.
O sarampo, uma doença altamente contagiosa que pode ser evitada com a vacinação, tem se espalhado rapidamente, principalmente em áreas onde as taxas de imunização caíram nos últimos anos. Fatores como a hesitação vacinal, a falta de acesso aos serviços de saúde e a interrupção das campanhas de imunização durante a pandemia de COVID-19 contribuíram para esse retrocesso na luta contra a doença.
A OMS e o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) manifestaram grande preocupação com a situação, alertando que a propagação do sarampo pode provocar um aumento nas hospitalizações e até mortes, especialmente entre crianças menores de cinco anos e indivíduos não vacinados. Em algumas regiões afetadas, escolas e centros de saúde já registraram surtos da doença.
Especialistas destacam que o sarampo pode ser prevenido com duas doses da vacina tríplice viral, mas a baixa adesão aos programas de imunização tem causado um aumento significativo nos casos. As autoridades de saúde pública vêm intensificando campanhas para incentivar a vacinação, alertando para os riscos de complicações graves, como pneumonia, encefalite e cegueira, que podem surgir em casos não tratados.
O cenário reflete desafios globais no combate às doenças preveníveis por vacinação, levando a OMS a exigir um esforço conjunto para garantir que a imunização seja ampliada e acessível a todos.
A situação atual serve como um alerta sobre a importância da vacinação em massa e da vigilância contínua para evitar a propagação de doenças como o sarampo, que, embora preveníveis, ainda representam uma grande ameaça à saúde pública.